FOOD FOR THOUGHT

Quando Teacher Lubisco me perguntou se eu gostaria de escrever para o Blog da English Classes 4U, fiquei pensando no que poderia falar para os alunos. Há alguns anos, já falo e escrevo para professores, mas, pensando bem, professores e alunos precisam ter suas motivações alcançadas para seguirem buscando resultados. Então pensei: “por que não falar sobre motivação?”.  Aí, lembrei-me das minhas turmas de adultos, de todos os desafios que enfrentamos juntos e como, depois de muita experiência, desenvolvi o meu amado  Discurso da Aula 1. Por isso, resolvi trazer cinco tópicos que serão “food for thought”.

 

1- Não tem Chip

 

Nós ouvimos as pessoas falando do idioma como se fosse uma coisa que você compra: “fulano não passou na seleção porque não tem inglês”. Não existe isso de “tem inglês” e “não tem inglês”. Ou você fala inglês (em diferentes níveis) ou você não fala Inglês, e falar é uma habilidade que precisa ser desenvolvida. Perguntas como “quanto tempo dura o curso?” perdem o sentido quando a gente compreende que uma habilidade não é o download de um arquivo em um chip no nosso cérebro. Leva tempo. Queria que você guardasse três letrinhas: Q,Q,F

 

 

2- Encontre o seu verdadeiro Y

 

Considere que desenvolver um idioma é um processo que dura muitos anos (apesar da propaganda de alguns cursos) e que, às vezes, é até doloroso. O nosso cérebro funciona em torno de 80% realizando atividades habituais e rotineiras para não gastar energia. Aprender outro idioma gasta energia do cérebro porque faz com que ele realize sinapses que não realizaria se você não tivesse “inventado de aprender inglês”. Para tornar uma atividade em atividade habitual é preciso regularidade e frequência!

O que vai te manter motivado até transformar o seu desenvolvimento em hábito é o seu WHY. Então, encontre aquela satisfação pessoal única e íntima para falar Inglês, aquela que você só confessa pra você mesmo, aquela que vai além do mercado de trabalho e daquela promoção, mas que traz um verdadeiro sentimento conquista que só você vai conseguir mensurar. Se possível, escreva em um papel e cole no espelho, mude o papel de lugar a cada dois dias, coloque em lugares que te “incomodem” para que você o LEIA e se lembre a todo momento do seu Y,  só assim você será capaz de vencer o boicote do seu cérebro, que sempre arranja uma desculpinha pra você faltar aula “só hoje”.

 

3- Foco no aluno ou Foco no aprendizado?

 

Houve um tempo em que bastava a pessoa falar Inglês para poder dar aula,  mesmo sem conhecimento nenhum de metodologia… só no feeling. Essa prática gerou, aqui no Brasil, a falsa crença de que, como diria Vinnie Nobre: “qualquer um pode fazer o nosso trabalho”, aliada a uma matemática discrepante que mostra mais de 3000 escolas de idiomas e menos de 1% da população fluente na língua. No entanto, se você está por aqui, você já está um passo adiante de boa parte da população que continua acreditando naquela falácia e, por tanto, não obtém resultados. Um teacher não capacitado vai fazer o que você quer e planejar atividades considerando como você quer aprender. O seu teacher especialista vai planejar suas aulas de modo a atender às suas necessidades, essas que você (não especialista) não consegue enxergar. Por isso, confie no seu Teacher!

Além disso, há a também a crença de que precisamos sair do país para falar bem inglês e, olha só, não é verdade.  Conheço muitas pessoas que passaram anos fora e até se tornaram fluentes, mas não falavam corretamente. Sabe aquele estrangeiro que você conhece que fala português sem usar os artigos ou fala palavras masculinas no feminino e vice-versa? Então, muito provavelmente, não fez aula de português. Não adianta quantidade sem qualidade.

 

 

4- Mais, nesse caso é Mais mesmo.

 

Quando falamos dos níveis de proficiência dentro da CEFR (Common European Framework),  não medimos o tempo em meses, semanas ou aulas, medimos em horas de exposição, pois quanto maior a exposição ao idioma, maior a probabilidade de desenvolvimento. Por isso, sempre busque mais: filmes, séries, músicas, podcasts, livros, jornais, revistas, cursos de outros assuntos em inglês, amigos para conversar, fale Inglês sozinho, imite o que os personagens da sua série favorita falam, faça homework!!! A quantidade de exposição aliada a qualidade são tudo o que você precisa para falar Inglês!

 

5 – Item Bônus

 

Love the process! O destino sempre fica mais longe quando não aprendemos a admirar a estrada. 

Ah, antes que me esqueça. Depois de ter lido minhas dicas, já descobriu o significado das letras F,Q,Q?

F is for…
Q is for…
Q is for…

 

Luiza Lavorato

Teacher há 17 anos

 

Luiza Lavorato

English teacher há 17 anos. Tem  CELTA, TKT, C2 level e é avaliadora oral da Universidade de Cambridge. Já foi coordenadora de escolas de idiomas, coordenadora de implantação de programa bilíngue, desenvolvedora de material didático para editoras e hoje tem sua própria empresa, direcionada para o desenvolvimento profissional de professores de Inglês.

 

@teaching.academy

contato@theultimateteachingguide

 

F is for frequency

Q is for quality

Q is for quantity

 

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